Site O ECO www.oeco.com.br
15/10/2008
 

http://oeco.com.br/index.php/germano-woehl/85-germano-woehl/19943-pinus-devasta-a-mata-atlantica
 
Instituto Rã-bugio
www.ra-bugio.org.br
 
MOTIVAÇÃO PARA DEFENDER A MATA ATLÂNTICA

Estava filmando o tangará-dançador

Plantador de Floresta - Sub-bosque - regurgitanto semente

http://br.youtube.com/watch?v=DXsGqB8MXI0

De repende apareceram dois ratinhos procurando as sementes que a ave regurgitava sobre a serapilheira.

Creio que não era coincidência aqueles ratinhos embaixo dos locais onde o tangará-dançador fica durante um bom tempo cantando e regurtiando as sementes. Vi isso em dois locais. As relações na natureza são muito mais complexas do que se imagina.

Estes ratinhos tinham características bem marcantes: com 3 listas longitudinais - semelhantes àquelas da paca - uma ao longo da coluna vertebral e outras duas laterais (um deles veio até onde eu estava com a filmadora).

Germano Woehl Jr.

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CONSEGUIREMOS SALVAR A MATA ATLÂNTICA?
Atendendo ao convite do jornalista Marcos Sá Correa estou estreando como colunista no site O ECO http://oeco.com.br/ do RIO DE JANEIRO.

 

Na mesma linha deste artigo de estréia, vou escrever sobre minha luta desde criança para salvar a MATA ATLÂNTICA em SANTA CATARINA, sobretudo nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), que causa enchentes devastadoras em Blumenau-SC, como aquela ocorrida em 1983.

 

A Matéria está neste link

 

http://oeco.com.br/index.php/germano-woehl/85-germano-woehl/19165-conseguiremos-salvar-a-mata-atlantica

BOVESPA APROVA PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
BOVESPA aprova projeto de Educação Ambiental do Rã-bugio - ONG CATARINENSE

 

O projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade ( www.ra-bugio.org.br ) foi aprovado para fazer parte da carteira de projetos da BOVESPA (Bolsa de Valores).

 

www.bovespasocial.org.br

 Projetos AMBIENTAIS

 

(ou copie e cole no navegador este link)

 

http://www.bovespasocial.org.br/institucional/DetalheProjeto.aspx?area=Educa%C3%A7%C3%A3o%20para%20Sustentabilidade&cdOng=52&prj=Crian%C3%A7as%20Salvando%20a%20Mata%20Atl%C3%A2ntica&tipo=Ambiental&CodAreaTema=&CodProjeto=20&NomeImgProjGaleria=

 

Uma equipe de funcionários da BOVESPA (responsabilidade social) visitou o Instituto Rã-bugio durante 2 dias para conhecer a instituição e acompanhar as atividades práticas com estudantes em trilhas interpretativas , no Centro Interpretativo da Mata Atlântica, em Jaraguá do Sul (SC)

 

http://www.ra-bugio.org.br/educacaoambiental.php

 

O projeto visa desenvolver atividades em trilhas interpretativas com as escolas, para os estudantes valorizarem as áreas preservadas de Mata Atlântica, que estão sendo devastadas e a biodiversidade aniquilada. Prevê também o estágio de um funcionário do Instituto Rã-bugio na Universidade de Iowa (EUA), para capacitação em atividades de educação ambiental com crianças e adolescentes em áreas protegidas (Unidades de Conservação da Natureza).

 

Empresas doadoras que negociam ações na bolsa recebem incentivos financeiros da BOVESPA, como a isenção da taxa anual.

 

 

Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade

Rua Antonio Cunha, 160 - Sala 25

Jaraguá do Sul - Santa Catarina CEP 89256-140

Tel. (47) 3274-8613

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Instituto Râ-bugio na ROLLING STONE
A Arca dos Woehl

 

 

Rolling Stone – Revista de Cultura Popular* – Edição Brasileira

15 de junho de 2008

 

*A edição norte-americana desta revista tem 40 anos. Está há um ano e meio no Brasil.

 

Link da matéria – com fotos (resumo da edição impressa que tem 3 páginas).

http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=2698&titulo=A+Arca+dos+Woehl&Session=

 

Márcio Cruz

 

Em Jaraguá do Sul (SC), o hectare de terra mais caro do PAÍS, um casal luta para salvar as últimas áreas remanescentes de mata atlântica e garantir a biodiversidade e o futuro das próximas gerações.

 

 

Formada pelas copas dos manguezais, a paisagem vista do alto é de um verde deslumbrante. Sobrevoar as matas da região de Joinville (Santa Catarina) oferece um panorama semelhante a de um descobridor observando pela primeira vez a Mata Atlântica, onde, segundo a história oficial, desembarcou Pedro Álvares Cabral há 508 anos. O clichê se justifica. O nome do país foi batizado sob o nome de uma espécie de árvore então muito comum no bioma, o pau-brasil (revisionistas dizem que foi a árvore que foi batizada sob as características climáticas da terra). Hoje, o estado de Santa Catarina possui ainda 20% de seu território tomado pela Mata Atlântica. No Brasil, há apenas 7,26% remanescentes da floresta, sendo que apenas 1% é de mata virgem. O pau-brasil se encontra em extinção. A aeronave em que estamos pousa mais cedo do que o esperado na pequena pista localizada entre fragmentos dessa floresta, mas nossa anfitriã, Elza Nishimura Woehl, já espera no aeroporto para nos conduzir até a cidade de Jaraguá do Sul, onde irá nos apresentar seu trabalho.

 

Olhando do ponto de vista de um estranho, a rotina pesada desta paranaense radicada em Guaramirim (SC) não é muito diferente da de qualquer outra mulher bem-sucedida profissionalmente à beira dos 50 anos. De tênis esportivo, camiseta branca e calças jeans, ela “dorme com as galinhas e acorda com o galo”, brinca. Para manter a forma, ela se levanta cedo para praticar corrida (“Mas não é todo dia”). Quando é noite de lua cheia, acorda ainda mais cedo para aproveitar a claridade e aproveitar melhor o tempo. De hábitos simples, aparenta ter menos idade do que declara (ela tem 49), não traz sinal de maquiagem no rosto e suas unhas, curtas, não estão feitas. Como único sinal de vaidade, uma jóia no pescoço: um colar dourado com um pingente na forma de um sapo sorridente. 

 

Mas é menos na aparência e sim no discurso e na biografia que a vida de Elza e seu marido, o pesquisador Germano Woehl Jr., 47 anos, toma uma direção oposta a da maioria dos casais tradicionais. Casados há 25 anos, desde 1998 eles passam a maior parte do tempo em cidades diferentes, distantes 670 km uma da outra – ela em Guaramirim, ele em São José dos Campos (SP). Filha de uma família de agricultores e neta de imigrantes japoneses, aos 21 anos ela conheceu Germano, estudante de física da Universidade Federal do Paraná. Descendente de austríacos e egresso da cidade de Itaiópolis, no Planalto de Santa Catarina, ele se encontrava a caminho de concretizar um sonho de adolescência: tornar-se cientista. Casaram-se três anos depois. O casal ainda viveu em São Carlos (SP), onde Germano defendeu seu mestrado, e em São José dos Campos, onde hoje ele ganha a vida como pesquisador do departamento de Fotônica do Instituto de Estudos Avançados do Centro Técnico Aeroespacial, debruçado na análise do comportamento do átomo de cálcio congelado em raio laser.

 

Assim como Germano, Elza cresceu observando o comportamento predatório dos agricultores. “Eu via meu pai cortando palmito, mas não sabia que era errado”, ela lembra. Durante a infância e adolescência de Germano, sua cidade natal ainda mantinha 70% a 80% da mata nativa preservada. “Hoje não chega a 20%”, lamenta ele, com voz suave, em conversa telefônica na tarde anterior à minha viagem para Jaraguá do Sul. A velocidade com que as áreas remanescentes de mata atlântica se transformavam em pastos, e mais tarde, em campos para a plantação de soja e pínus para a indústria de papel e celulose, gerou no casal o instinto de preservação, um alerta natural a qualquer espécie, mas que parece estar adormecida no ser humano.

 

Você lê esta matéria na íntegra na edição 21 da Rolling Stone Brasil, junho/2008

 

Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM SÃO FRANCISCO DO SUL - LITORAL CATARINENSE
Instituto Rã-bugio promove aulas práticas
 
Jornal A NOTÍCIA (SC) - EDIÇÃO ESTADUAL

O Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade envolveu os alunos do Caic de São Francisco do Sul em uma atividade de comemoração ao Dia do Meio Ambiente. Os jovens participaram de palestras sobre a biodiversidade da mata atlântica e tiveram aulas práticas para analisar a água com indicadores químicos extraídos de plantas. Segundo os organizadores, a atividade é uma ferramenta de educação ambiental que pode ser utilizada por professores de forma simples, pois não precisa de materiais caros e sofisticados. As aulas foram realizadas durante toda a manhã de ontem.  

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ATROPELAMENTO DE ANIMAIS SILVESTRES
A MATA ATLÂNTICA ESTÁ CADA VEZ MAIS FRAGMENTANDA, CORTADA POR ESTRADAS... CHEIA DE ARMADILHAS QUE DÃO O GOLPE DE MISERICÓRDIA NA FAUNA BRASILEIRA.
 

Animais estão sem passagem

 

Túnel feito em 2005, destinado ao trânsito de espécies silvestres, às margens da BR-280, está entupido

 

 

Jornal A Noticia   08/06/2008 - Portal www.an.com.br

 

Link da matéria

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a1952059.xml&template=4187.dwt&edition=10029&section=902

 

Muita gente não sabe, mas no quilômetro 39 da BR-280, em Araquari, um túnel foi construído, em 2005, especialmente para facilitar a passagem de animais silvestres da região. A estrutura foi reivindica um ano antes pelos ecologistas do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade ( www.ra-bugio.org.br ), com sede em Jaraguá do Sul.

 

Na Semana do Meio Ambiente, a secretária-executiva da organização não-governamental (ONG) Rã-bugio, Elza Nishimura Woehl, foi até o local e contatou que o túnel está entupido, com água parada, resíduos de matéria orgânica e forte odor de fezes.

 

Na tentativa de conscientizar e alertar os motoristas, uma placa indicando a "possibilidade de animais silvestres nos próximos três quilômetros" está fixada no quilômetro 41, no sentido Araquari/Joinville. A poucos metros, outra placa indica a necessidade de reduzir a velocidade para 60km/h.

 

A maior preocupação dos defensores da fauna silvestre é que essa situação obriga todos os animais a atravessarem a pista por cima, aumentando ainda mais o risco de morrerem atropelados por causa do grande fluxo de veículos que circulam na rodovia.

 

A obra é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), que periodicamente tem o compromisso de fazer vistorias no local. Segundo o engenheiro responsável pelo escritório do DNIT em Joinville, Antônio Bessa, a obstrução do túnel ocorreu há cerca de 15 dias, após o tombamento de carga de farinha, fato que impossibilitou a drenagem da água da chuva no local.

 

Segundo Bessa, o problema será sanado possivelmente nesta semana, quando deve ser feita a limpeza da passagem, que tem 1,40 metro de diâmetro e 18 metros de extensão.

 

Elza lembra que em janeiro deste ano, acompanhada do marido, Germano Woehl Junior, coordenador de projetos da Rã-bugio, constataram que o túnel estava seco: "Vimos pegadas de mão-pelada e cachorro-do-mato", conta a ecologista.

 

 

Segunda parte da matéria

 

Meio Ambiente

 

Furão morre atropelado ao atravessar BR

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a1952060.xml&template=4187.dwt&edition=10029&section=902

 

Confirmando o risco apontado pelos ecologistas, a poucos metros do túnel, a reportagem do "AN Jaraguá" encontrou um furão atropelado pouco antes de alcançar a outra margem da BR-280. Elza Nishimura Woehl, do Instituto Rã-bugio.

 

O furão, encontrado no início da tarde de quarta-feira e possivelmente atropelado pela manhã, tem pelagem marrom escura e dimensões semelhantes a um filhote de gato. "É um mamífero e se alimenta de insetos e pequenos vertebrado", explicou Elza, enquanto lamentava a morte.

 

Usando um plástico, ela retirou o animal da pista e depositou o corpo na mata, ao lado do acostamento da rodovia. "Se um urubu viesse para pegar a carcaça, também poderia ser atropelado", justificou Elza.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SALVAR A MATA ATLÂNTICA
O CORREIO DO POVO - Jaraguá do Sul (SC), 05 de junho de 2008 

Dia do Meio Ambiente

 

título da manchete:

 

Rã-bugio investe em educação

Instituto já levou quase 20 mil alunos para conhecer a Mata (Atlântica)de perto

 

Link da matéria completa da edição impressa

 

http://www.ocorreiodopovo.com.br/mostra_pagina.php?src=jornal//4847678ac0ca18.81299304.swf

 
 
 
Germano Woehl Jr
Coordenador de Projetos
 
Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
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DESMATAMENTO EM SANTA CATARINA
 

 

Campanha de neutralização de carbono do HSBC ajuda a salvar a Mata Atlântica em ITAIÓPOLIS, SANTA CATARINA, MUNICÍPIO CAMPEÃO DE DESMATAMENTO NO PERÍODO 2000-2005 (dados divulgados pelo INPE)

 

Esta matéria está no BLOG da REVISTA ÉPOCA - 28/05/2008 (logo abaixo da matéria sobre Gisele Bünchen).

Por favor, registrem um comentário lá, é importante. O link é este:

http://www.blogdoplaneta.globolog.com.br/#586943

 

UM MARCO HISTÓRICO: É o primeiro pagamento por serviços ambientais de áreas preservadas em Santa Catarina.

 

Parte das áreas preservadas de propriedade dos dirigentes do Instituto Rã-bugio ( www.ra-bugio.org.br ), Elza Nishimura & Germano Woehl Jr (natural de Itaiópolis-SC), foram adotadas pela campanha de neutralização de carbono do HSBC, Seguros Carbono Neutro, em parceria com a ONG SPVS, através do programa de adoção de áreas, que visa salvar as últimas áreas preservadas de Mata Atlântica, mais especificamente, as Matas de Araucárias (desmatamento evitado).

 

Do total de 443,28* hectares (ha) que pertencem ao casal, foram adotados 100 ha. Pelas estimativas do carbono estocado nesta área preservada de 100 ha, o casal vai receber R$ 2.800,00 por mês durante 5 anos. O dinheiro terá que ser investido na proteção da área, como a contratação de vigilância e a construção de cercas e de uma sede. O restante da área será adotada gradualmente pela campanha da SPVS de neutralização de carbono em eventos a serem realizados em Curitiba. O contrato já foi assinado.

 

A propriedade fica nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), e está em processo de transformação em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), situação onde não mais poderá ser desmatada. Mais de 90% da área é de mata primária, onde nunca houve exploração de madeira e abriga inúmeras espécies de aves e mamíferos ameaçadas de extinção. Árvores ameaçadas centenárias, como a canela-preta e canela-sassafrás, são ainda abundantes ali.

 

A população de Blumenau é a mais beneficiada pela preservação das cabeceiras do rio Itajaí, uma vez que sofre as consequências, como enchentes, devido à degradação ambiental ocorrida na bacia hidrográfica deste rio.

 

A adesão do HSBC em prol da natureza só foi possível graças ao empenho da ONG ambientalista paranaense SPVS, que há alguns anos mantém em parceria com Empresas um projeto de adoção de áreas preservadas particulares de Matas de Araucárias, uma tentativa (desesperada) de salvar o que resta deste ecossistema, que está em acelerado processo de extinção.

 

O programa da SPVS beneficia somente as propriedades paranaenses, mas foi aberta uma exceção para a propriedade do casal Germano e Elza, que fica em território catarinense, próxima da divisa com o PR, a 140 km de Curitiba.

 

As florestas preservadas, com suas gigantescas árvores centenárias, armazenam uma enorme quantidade de carbono, mas ao serem destruídas pelo fogo, em questão de minutos, os gases do efeito estufa são liberados para a atmosfera, agravando, e muito, o problema do aquecimento global. E a biodiversidade destas áreas se perde para sempre. Salvar o que resta destas áreas é urgente e necessário.

 

*18 ha desta área pertencem ao Instituto Rã-bugio. Foi adquirida em 19/05/2008. Trata-se da doação de um simpatizante das nossas ações, que é de São Paulo.

 

Germano Woehl Jr
Coordenador de Projetos

 

Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
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BOA NOTÍCIA PARA A MATA ATLÂNTICA DE SANTA CATARINA

MATA ATLÂNTICA DE SANTA CATARINA GANHA UM CENTRO INTERPRETATIVO PARA SER VALORIZADA PELA SOCIEDADE.

 

A inauguração oficial será em breve.

 

Graças ao apoio da Fundação AVINA, do patrocínio da PETROBRAS (Seleção Pública através do Programa Petrobras Ambiental) e doações de pessoas físicas e algumas pequenas empresas de Jaraguá do Sul, as obras das instalações do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - CIMA - estão bastante avançadas. Já foram investidos mais de R$ 250.000,00 nas obras. A trilha interpretativa tem 1.150 metros e as instalações básicas (banheiros, refeitório, cozinha... -  primeiro. bloco) já estão prontas para uso.

 

As instalações (veja imagem do projeto arquitetônico) terão um auditório, biblioteca, sala de informática, alojamentos confortáveis para pesquisadores e estagiários do Brasil e exterior. Atenderá todas as escolas da região do vale do Itapocu e norte de Santa Catarina (Joinville, Blumenau...), como já ocorre hoje, na RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim - SC, que já atendeu 19 mil estudantes e mais de mil professores.

 

Além das atividades de educação ambiental, o CIMA funcionará também como um centro de difusão da ciência. Muitas atividades interativas com a natureza, nada mais são do que uma aula de laboratório de química e física, o que proporciona um benefício extraordinário para a sociedade, pois estamos contribuindo para a formação profissional dos estudantes envolvidos em nossos projetos.

 

Também serão atendidos os professores de todas as disciplinas nos cursos de capacitação. Juntamente com o aprendizado sobre os serviços ambientais das matas preservadas (como a proteção dos rios e nascentes, das encostas, biodiversidade etc.), vamos estimular os professores a desenvolverem atividades práticas do ensino de ciências sem a necessidade de recursos financeiros dispendiosos.

 

Germano Woehl Jr.

Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade

Jaraguá do Sul (SC)

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Projeto ganha reconhecimento

 

 

Jornal A NOTÍCIA 26 de abril de 2008

Portal - www.an.com.br

 

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a1841908.xml&template=4187.dwt&edition=9746&section=902

 

O Instituto Rã-bugio alcançou o título de utilidade pública municipal em junho de 2007 e estadual em março deste ano. Com isso, a entidade pode receber verbas municipais, estaduais.

 

Entre a documentação exigida, estava a comprovação de idoneidade da organização e uma declaração de funcionamento. Um relatório detalhado das atividades de 2007 também foi enviado.

 

No ano passado, só em Jaraguá do Sul, palestras, trilhas ecológicas e capacitações organizadas pelo instituto beneficiaram dez escolas e 350 pessoas, entre alunos, pais e professores, por meio do Projeto Serra do Mar: Fonte de Água, Fonte de Vida, desenvolvido em parceria com a Petrobras.

 

A diretora executiva Elza Nishimura Woehl conta que depois de alcançar o reconhecimento, já conseguiu verba por meio da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, no valor de R$ 20 mil. A verba vai para o salário de uma educadora ambiental por um ano. "Se nós não tivéssemos o título, não teríamos como buscar recursos na Câmara", afirma Elza.

 

Ainda este ano, a diretora executiva do instituto pretende entrar com pedido de reconhecimento de utilidade pública federal, o que facilitará o apoio a projetos de interesse nacional.

 

 

 

Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade

Jaraguá do Sul (SC)

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Sala de aula no meio da mata
Jornal A NOTÍCIA 26 de abril de 2008

Portal - www.an.com.br

 

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a1841907.xml&template=4187.dwt&edition=9746&section=902

 

Meio Ambiente

 

Sala de aula no meio da mata

 

Caminhada pelo Santuário Rã-bugio, em Guaramirim, ensina importância de se manter o equilíbrio ecológico

 

 

A manhã de ontem vai ficar na memória dos 45 alunos das escolas Padre Bruno Linden e Professora Vidalina Xavier, na área rural de Massaranduba. Embora tenham contato com a natureza, porque a maioria das famílias vive da agricultura, as crianças ficaram encantadas com a visita ao Santuário Rã-bugio, no bairro Brüderthal, em Guaramirim.

 

O santuário é mantido pelo instituto, uma organização não-governamental com o objetivo principal mostrar às crianças a importância de preservar as florestas para se conservar a vida no planeta. Por meio de parceria com empresas, a organização desenvolve um projeto de educação ambiental que deve alcançar sete mil alunos no Vale do Itapocu.

 

Os alunos passearam pelo santuário - uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN) de 50 mil metros quadrados de mata atlântica, com animais e plantas de diferentes espécies. As turmas foram orientadas pela diretora executiva do instituto, Elza Nishimura Woehl, e pelas assistentes.

 

Saber que os pássaros também são plantadores de árvores e que o ninho do cupim é essencial para a sobrevivência de algumas aves não passava pela cabeça de Dyanne Golinski, dez anos, aluna da 4ª série do ensino fundamental. Ela também se encantou ao encontrar sementinhas de árvores "esquecidas" por um esquilo. Ele é considerado replantador, porque quando está bem alimentado ele esconde algumas sementes, mas esquece onde guardou. Assim, elas apodrecem no chão e dão origem a novas árvores.

 

As pegadas de mamíferos como a anta e a onça também atraíram a atenção dos estudantes. Em algumas marcas deixadas pelos animais na mata, a monitora coloca gesso e água para fazer moldes e mostrar como é formato de cada uma delas. Há poucos dias, uma onça deixou marcas atrás da casa de Elza (a diretora mora no santuário), comeu oito gansos e desapareceu.

 

"Não tenho medo desses animais. Eles fogem ao ver um ser humano. Gostaria que morassem perto da minha casa", comentou Elza. A ambientalista lamenta que muitos homens matem animais silvestres quando estes chegam perto das casas. "Quem faz isso é egoísta. Fomos nós que tiramos a casa onde eles viviam", ensina.

 

( clarissa.borba@an.com.br )

CLARISSA BORBA | GUARAMIRIM

INSTITUTO RÃ-BUGIO é declarado UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL

A Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina aprovou POR UNANIMIDADE, no dia 25/03/2008, Lei n. 0028/2008, do Deputado Estadual MOACIR SOPELSA (PMDB), que declara de UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL a ONG ambientalista, Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, sediada em Jaraguá do Sul (SC). A lei precisa ainda ser sancionada pelo Governador do Estado para entrar em vigor.

"Deputados de todos os partidos e vereadores de Jaraguá do Sul se empenharam muito em nos ajudar, sobretudo na adequação do estatuto, para que pudéssemos receber este título. Somos gratos a todos eles", declara Germano Woehl Jr, dirigente da entidade.

O Instituto Rã-bugio é uma ONG que atua em educação ambiental nas escolas e tem o patrocínio da PETROBRAS e apoio da Fundação AVINA. Já atendeu mais de 18 mil alunos em trilhas interpretativas da Mata Atlântica.



Mais informações visite nosso site www.ra-bugio.org.br


Germano Woehl Jr
Coordenador de Projetos

Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
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RÃ-BUGIO TORNOU-SE ÁREA PROTEGIDA DO BRASIL
Publicada Portaria criando uma reserva ecológica em Guaramirim (SC) - RPPN SANTUÁRIO RÃ-BUGIO



Publicada no DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, No. 24, de 06/02/2008, páginas 62 e 63, a Portaria No. 2 do Ministério do Meio Ambiente, com a criação da RPPN SANTUÁRIO RÃ-BUGIO, uma área protegida, de interesse público, que passa a fazer parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC, na categoria Reserva Particular do Patrimônio Natural (sigla RPPN).

Assim, a região do Vale do Rio Itapocu passa a ter a segunda área protegida, em caráter perpétuo, por lei. Apenas os municípios de Guaramirim e Corupá têm Unidades de Conservação no SNUC.

Esta é a única garantia de que a área ficará protegida para sempre (situação onde os herdeiros, ou compradores, não poderão destruir mais tarde). Há vários exemplos de áreas que foram preservadas pelos pais ou avós, mas os herdeiros tinham uma visão diferente e desmataram mais tarde.

A reserva é usada para atividades de Educação Ambiental e já atendeu mais de 16 mil estudantes, além de centenas de professores. Recentemente a área foi escolhida pela PETROBRAS para um programa de treinamento de funcionários das plataformas de petróleo de todo o Brasil. Foram atendidos cerca de 300 funcionários.

“É um presente para a comunidade do Vale do Rio Itapocu e para as gerações futuras. Na RPPN Santuário Rã-bugio há centenas de árvores centenárias de várias espécies (jequitibá, canela, baguaçu, pindabuna, cedro etc.) que agora estão protegidas – para sempre! -, armazenado carbono, que agrava o problema do aquecimento global se for liberado (no caso da área ser desmatada), e fornecendo frutos e abrigos para a fauna de aves e mamíferos que vivem na área”, declara Germano Woehl Jr., proprietário da reserva e dirigente do Instituto Rã-bugio ( www.ra-bugio.org.br )

Elza Nishimura & Germano Woehl Jr.
Dirigentes do Instituto Rã-bugio
Jaraguá do Sul - SC
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ATROPELAMENTO DE ANIMAIS SILVESTRES - MATA ATLÂNTICA
Artigo Uma armadilha fatal para nossos bichos



ECO AGÊNCIA30/03/2007 - Tragédia ambiental


http://www.ecoagencia.com.br/index.php?option=content&task=view&id=2235&Itemid=48



Esta linda jaguatirica, espécie ameaçada de extinção, foi atropelada e morta, há poucos dias, na recém inaugurada Rodovia do Arroz (SC-413), entre Joinville e Guaramirim (SC). Estradas precisam ser melhor planejadas para proteger os animais silvestres.


Por Germano Woehl Jr.
Com o hábitat cada vez mais fragmentado e reduzido, estradas que cortam estes fragmentos tornam-se uma armadilha fatal para milhares de animais silvestres, alguns ameaçados de extinção, que na luta para sobrevivência tentam atravessá-las.

Estradas são importantes para o País, mas precisam ser mais bem planejadas, levando em conta o grande impacto ambiental que causam. Quando é inevitável que cortem áreas preservadas, medidas eficazes deveriam ser tomadas para amenizar o dano.

É importante que sociedade seja esclarecida de que certos animais não cruzam estradas e suas populações ficam isoladas para sempre, podendo ser levado à extinção em poucas décadas.

Um exemplo constatado na Serra do Mar da região norte de Santa Catarina é a anta, o maior mamífero terrestre brasileiro, que só ocorre num dos lados da rodovia que corta a serra Dona Francisca.

A população remanescente, quase extinta pela caça, ocupava uma área bem restrita e ao se expandir nos últimos anos encontrou uma barreira intransponível. Na literatura científica são citados dezenas de outros exemplos, o que é muito preocupante.

Muitos propõem a construção de túneis sob as rodovias como medida mitigadora, acreditando que os bichos terão noção do perigo e disciplina para usar estas passagens.

Porém, não é o que revelam os estudos feitos em muitas rodovias brasileiras, onde se constatou que a melhor solução é a mais simples de todas: controladores eletrônicos de velocidade.

Que chances tem um tamanduá-mirim, lento do jeito que é, ao atravessar um estrada onde os carros trafegam a 140 km por hora? Em Guaramirim, SC, na rodovia BR-280, chegamos a contar 15 tamanduás-mirins atropelados em apenas 3 meses. Na semana passada, encontramos mortos, também nesta rodovia, no mesmo ponto, uma família inteira de guaxinins (mão-pelada), 3 filhotes e dois adultos.

Em 2004, a vítima foi um puma (onça-parda). Estas foram as carcaças que ficaram na pista. E quantos bichos são feridos e vão morrer no meio da mata? E as carcaças que são removidas antes da nossa chegada? Isso dá uma idéia da tragédia que ocorre todas as noites, quando os bichos entram em atividade.

Morte chocante

No dia 09/03 tivemos mais um caso chocante, nas proximidades da RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC), numa rodovia recém pavimentada, a SC-413, antiga ligação entre Joinville e Blumenau que fica não muito distante da BR-280.

A vítima desta vez foi um linda jaguatirica, na foto, animal da lista oficial das espécies ameaçadas de extinção. Mesmo ágil e muito veloz, não teve chance alguma diante de um veículo trafegando em alta velocidade na madrugada.

É um fato inegável que alguns mamíferos são doidos para entrarem em qualquer buraco que vêem pela frente e podem usar as passagens subterrâneas. No entanto, um cervídeo (veados) ou um felino (onça, jaguatirica, gato-do-mato) jamais vai encarar essa oferta de ajuda dos humanos.

Além disso, alguns animais têm o hábito de perambular pelas estradas, como é o caso do cachorro-do-mato, ou graxaim.

O que também contribui para mortandade dos bichos nas rodovias é, lamentavelmente, o comportamento de alguns motoristas que intencionalmente usam o carro para matar o animal, caso este já tenha conseguido chegar no acostamento, mesmo correndo o risco de acidente, pois o instinto assassino destes motoristas fala mais alto.

Esta carnificina nas estradas de nosso animais silvestres, patrimônio natural de todos os brasileiros, só pode ser evitada com fiscalização, para conter o abuso dos motoristas. A solução, portanto, está no respeito às leis de trânsito e não necessariamente nos dispendiosos túneis e cercas.
* Físico, pesquisador e coordenador de Projetos do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade - Jaraguá do Sul, SC
Tel (47) 3274-8613 E-mail: germano@ra-bugio.org.br
www.ra-bugio.org.br

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