Estava filmando o tangará-dançador
Plantador de Floresta - Sub-bosque - regurgitanto semente
http://br.youtube.com/watch?v=DXsGqB8MXI0
De repende apareceram dois ratinhos procurando as sementes que a ave regurgitava sobre a serapilheira.
Creio que não era coincidência aqueles ratinhos embaixo dos locais onde o tangará-dançador fica durante um bom tempo cantando e regurtiando as sementes. Vi isso em dois locais. As relações na natureza são muito mais complexas do que se imagina.
Estes ratinhos tinham características bem marcantes: com 3 listas longitudinais - semelhantes àquelas da paca - uma ao longo da coluna vertebral e outras duas laterais (um deles veio até onde eu estava com a filmadora).
Germano Woehl Jr.
Na mesma linha deste artigo de estréia, vou escrever sobre minha luta desde criança para salvar a MATA ATLÂNTICA em SANTA CATARINA, sobretudo nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), que causa enchentes devastadoras em Blumenau-SC, como aquela ocorrida em 1983.
A Matéria está neste link
O projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade ( www.ra-bugio.org.br ) foi aprovado para fazer parte da carteira de projetos da BOVESPA (Bolsa de Valores).
Projetos AMBIENTAIS
(ou copie e cole no navegador este link)
Uma equipe de funcionários da BOVESPA (responsabilidade social) visitou o Instituto Rã-bugio durante 2 dias para conhecer a instituição e acompanhar as atividades práticas com estudantes em trilhas interpretativas , no Centro Interpretativo da Mata Atlântica, em Jaraguá do Sul (SC)
http://www.ra-bugio.org.br/educacaoambiental.php
O projeto visa desenvolver atividades em trilhas interpretativas com as escolas, para os estudantes valorizarem as áreas preservadas de Mata Atlântica, que estão sendo devastadas e a biodiversidade aniquilada. Prevê também o estágio de um funcionário do Instituto Rã-bugio na Universidade de Iowa (EUA), para capacitação em atividades de educação ambiental com crianças e adolescentes em áreas protegidas (Unidades de Conservação da Natureza).
Empresas doadoras que negociam ações na bolsa recebem incentivos financeiros da BOVESPA, como a isenção da taxa anual.
Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Rua Antonio Cunha, 160 - Sala 25
Jaraguá do Sul - Santa Catarina CEP 89256-140
Tel. (47) 3274-8613
Rolling Stone – Revista de Cultura Popular* – Edição Brasileira
15 de junho de 2008
*A edição norte-americana desta revista tem 40 anos. Está há um ano e meio no Brasil.
Link da matéria – com fotos (resumo da edição impressa que tem 3 páginas).
http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=2698&titulo=A+Arca+dos+Woehl&Session=
Márcio Cruz
Formada pelas copas dos manguezais, a paisagem vista do alto é de um verde deslumbrante. Sobrevoar as matas da região de Joinville (Santa Catarina) oferece um panorama semelhante a de um descobridor observando pela primeira vez a Mata Atlântica, onde, segundo a história oficial, desembarcou Pedro Álvares Cabral há 508 anos. O clichê se justifica. O nome do país foi batizado sob o nome de uma espécie de árvore então muito comum no bioma, o pau-brasil (revisionistas dizem que foi a árvore que foi batizada sob as características climáticas da terra). Hoje, o estado de Santa Catarina possui ainda 20% de seu território tomado pela Mata Atlântica. No Brasil, há apenas 7,26% remanescentes da floresta, sendo que apenas 1% é de mata virgem. O pau-brasil se encontra
Olhando do ponto de vista de um estranho, a rotina pesada desta paranaense radicada em Guaramirim (SC) não é muito diferente da de qualquer outra mulher bem-sucedida profissionalmente à beira dos 50 anos. De tênis esportivo, camiseta branca e calças jeans, ela “dorme com as galinhas e acorda com o galo”, brinca. Para manter a forma, ela se levanta cedo para praticar corrida (“Mas não é todo dia”). Quando é noite de lua cheia, acorda ainda mais cedo para aproveitar a claridade e aproveitar melhor o tempo. De hábitos simples, aparenta ter menos idade do que declara (ela tem 49), não traz sinal de maquiagem no rosto e suas unhas, curtas, não estão feitas. Como único sinal de vaidade, uma jóia no pescoço: um colar dourado com um pingente na forma de um sapo sorridente.
Mas é menos na aparência e sim no discurso e na biografia que a vida de Elza e seu marido, o pesquisador Germano Woehl Jr., 47 anos, toma uma direção oposta a da maioria dos casais tradicionais. Casados há 25 anos, desde 1998 eles passam a maior parte do tempo em cidades diferentes, distantes
Assim como Germano, Elza cresceu observando o comportamento predatório dos agricultores. “Eu via meu pai cortando palmito, mas não sabia que era errado”, ela lembra. Durante a infância e adolescência de Germano, sua cidade natal ainda mantinha 70% a 80% da mata nativa preservada. “Hoje não chega a 20%”, lamenta ele, com voz suave, em conversa telefônica na tarde anterior à minha viagem para Jaraguá do Sul. A velocidade com que as áreas remanescentes de mata atlântica se transformavam em pastos, e mais tarde, em campos para a plantação de soja e pínus para a indústria de papel e celulose, gerou no casal o instinto de preservação, um alerta natural a qualquer espécie, mas que parece estar adormecida no ser humano.
Você lê esta matéria na íntegra na edição 21 da Rolling Stone Brasil, junho/2008
O Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade envolveu os alunos do Caic de São Francisco do Sul em uma atividade de comemoração ao Dia do Meio Ambiente. Os jovens participaram de palestras sobre a biodiversidade da mata atlântica e tiveram aulas práticas para analisar a água com indicadores químicos extraídos de plantas. Segundo os organizadores, a atividade é uma ferramenta de educação ambiental que pode ser utilizada por professores de forma simples, pois não precisa de materiais caros e sofisticados. As aulas foram realizadas durante toda a manhã de ontem.
Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Rua Antonio Cunha, 160 - Sala 25
Jaraguá do Sul - Santa Catarina CEP 89256-140
tel. (47) 3274-8613
www.ra-bugio.org.br
Jornal A Noticia 08/06/2008 - Portal www.an.com.br
Link da matéria
Muita gente não sabe, mas no quilômetro 39 da BR-280, em Araquari, um túnel foi construído, em 2005, especialmente para facilitar a passagem de animais silvestres da região. A estrutura foi reivindica um ano antes pelos ecologistas do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade ( www.ra-bugio.org.br ), com sede em Jaraguá do Sul.
Na Semana do Meio Ambiente, a secretária-executiva da organização não-governamental (ONG) Rã-bugio,
Na tentativa de conscientizar e alertar os motoristas, uma placa indicando a "possibilidade de animais silvestres nos próximos três quilômetros" está fixada no quilômetro 41, no sentido Araquari/Joinville. A poucos metros, outra placa indica a necessidade de reduzir a velocidade para 60km/h.
A maior preocupação dos defensores da fauna silvestre é que essa situação obriga todos os animais a atravessarem a pista por cima, aumentando ainda mais o risco de morrerem atropelados por causa do grande fluxo de veículos que circulam na rodovia.
A obra é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), que periodicamente tem o compromisso de fazer vistorias no local. Segundo o engenheiro responsável pelo escritório do DNIT em Joinville, Antônio Bessa, a obstrução do túnel ocorreu há cerca de 15 dias, após o tombamento de carga de farinha, fato que impossibilitou a drenagem da água da chuva no local.
Segundo Bessa, o problema será sanado possivelmente nesta semana, quando deve ser feita a limpeza da passagem, que tem
Elza lembra que em janeiro deste ano, acompanhada do marido, Germano Woehl Junior, coordenador de projetos da Rã-bugio, constataram que o túnel estava seco: "Vimos pegadas de mão-pelada e cachorro-do-mato", conta a ecologista.
Segunda parte da matéria
Confirmando o risco apontado pelos ecologistas, a poucos metros do túnel, a reportagem do "AN Jaraguá" encontrou um furão atropelado pouco antes de alcançar a outra margem da BR-280.
O furão, encontrado no início da tarde de quarta-feira e possivelmente atropelado pela manhã, tem pelagem marrom escura e dimensões semelhantes a um filhote de gato. "É um mamífero e se alimenta de insetos e pequenos vertebrado", explicou Elza, enquanto lamentava a morte.
Usando um plástico, ela retirou o animal da pista e depositou o corpo na mata, ao lado do acostamento da rodovia. "Se um urubu viesse para pegar a carcaça, também poderia ser atropelado", justificou Elza.
Dia do Meio Ambiente
título da manchete:
Rã-bugio investe em educação
Instituto já levou quase 20 mil alunos para conhecer a Mata (Atlântica)de perto
Link da matéria completa da edição impressa
http://www.ocorreiodopovo.com.br/mostra_pagina.php?src=jornal//4847678ac0ca18.81299304.swf
Campanha de neutralização de carbono do HSBC ajuda a salvar a Mata Atlântica
UM MARCO HISTÓRICO: É o primeiro pagamento por serviços ambientais de áreas preservadas em Santa Catarina.
Parte das áreas preservadas de propriedade dos dirigentes do Instituto Rã-bugio ( www.ra-bugio.org.br ), Elza Nishimura & Germano Woehl Jr (natural de Itaiópolis-SC), foram adotadas pela campanha de neutralização de carbono do HSBC, Seguros Carbono Neutro, em parceria com a ONG SPVS, através do programa de adoção de áreas, que visa salvar as últimas áreas preservadas de Mata Atlântica, mais especificamente, as Matas de Araucárias (desmatamento evitado).
Do total de
A propriedade fica nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), e está em processo de transformação
A população de Blumenau é a mais beneficiada pela preservação das cabeceiras do rio Itajaí, uma vez que sofre as consequências, como enchentes, devido à degradação ambiental ocorrida na bacia hidrográfica deste rio.
A adesão do HSBC em prol da natureza só foi possível graças ao empenho da ONG ambientalista paranaense SPVS, que há alguns anos mantém em parceria com Empresas um projeto de adoção de áreas preservadas particulares de Matas de Araucárias, uma tentativa (desesperada) de salvar o que resta deste ecossistema, que está em acelerado processo de extinção.
O programa da SPVS beneficia somente as propriedades paranaenses, mas foi aberta uma exceção para a propriedade do casal Germano e Elza, que fica em território catarinense, próxima da divisa com o PR, a
As florestas preservadas, com suas gigantescas árvores centenárias, armazenam uma enorme quantidade de carbono, mas ao serem destruídas pelo fogo, em questão de minutos, os gases do efeito estufa são liberados para a atmosfera, agravando, e muito, o problema do aquecimento global. E a biodiversidade destas áreas se perde para sempre. Salvar o que resta destas áreas é urgente e necessário.
*18 ha desta área pertencem ao Instituto Rã-bugio. Foi adquirida em 19/05/2008. Trata-se da doação de um simpatizante das nossas ações, que é de São Paulo.
Germano Woehl Jr
Coordenador de Projetos
Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Rua Antonio Cunha, 160 - Sala 25
Jaraguá do Sul - Santa Catarina CEP 89256-140
www.ra-bugio.org.br
MATA ATLÂNTICA DE SANTA CATARINA GANHA UM CENTRO INTERPRETATIVO PARA SER VALORIZADA PELA SOCIEDADE.
A inauguração oficial será em breve.
Graças ao apoio da Fundação AVINA, do patrocínio da PETROBRAS (Seleção Pública através do Programa Petrobras Ambiental) e doações de pessoas físicas e algumas pequenas empresas de Jaraguá do Sul, as obras das instalações do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - CIMA - estão bastante avançadas. Já foram investidos mais de R$ 250.000,00 nas obras. A trilha interpretativa tem
As instalações (veja imagem do projeto arquitetônico) terão um auditório, biblioteca, sala de informática, alojamentos confortáveis para pesquisadores e estagiários do Brasil e exterior. Atenderá todas as escolas da região do vale do Itapocu e norte de Santa Catarina (Joinville, Blumenau...), como já ocorre hoje, na RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim - SC, que já atendeu 19 mil estudantes e mais de mil professores.
Além das atividades de educação ambiental, o CIMA funcionará também como um centro de difusão da ciência. Muitas atividades interativas com a natureza, nada mais são do que uma aula de laboratório de química e física, o que proporciona um benefício extraordinário para a sociedade, pois estamos contribuindo para a formação profissional dos estudantes envolvidos em nossos projetos.
Também serão atendidos os professores de todas as disciplinas nos cursos de capacitação. Juntamente com o aprendizado sobre os serviços ambientais das matas preservadas (como a proteção dos rios e nascentes, das encostas, biodiversidade etc.), vamos estimular os professores a desenvolverem atividades práticas do ensino de ciências sem a necessidade de recursos financeiros dispendiosos.
Germano Woehl Jr.
Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Jaraguá do Sul (SC)
O Instituto Rã-bugio alcançou o título de utilidade pública municipal em junho de 2007 e estadual em março deste ano. Com isso, a entidade pode receber verbas municipais, estaduais.
Entre a documentação exigida, estava a comprovação de idoneidade da organização e uma declaração de funcionamento. Um relatório detalhado das atividades de 2007 também foi enviado.
No ano passado, só em Jaraguá do Sul, palestras, trilhas ecológicas e capacitações organizadas pelo instituto beneficiaram dez escolas e 350 pessoas, entre alunos, pais e professores, por meio do Projeto Serra do Mar: Fonte de Água, Fonte de Vida, desenvolvido em parceria com a Petrobras.
A diretora executiva
Ainda este ano, a diretora executiva do instituto pretende entrar com pedido de reconhecimento de utilidade pública federal, o que facilitará o apoio a projetos de interesse nacional.
Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Jaraguá do Sul (SC)
A manhã de ontem vai ficar na memória dos 45 alunos das escolas Padre Bruno Linden e Professora Vidalina Xavier, na área rural de Massaranduba. Embora tenham contato com a natureza, porque a maioria das famílias vive da agricultura, as crianças ficaram encantadas com a visita ao Santuário Rã-bugio, no bairro Brüderthal, em Guaramirim.
O santuário é mantido pelo instituto, uma organização não-governamental com o objetivo principal mostrar às crianças a importância de preservar as florestas para se conservar a vida no planeta. Por meio de parceria com empresas, a organização desenvolve um projeto de educação ambiental que deve alcançar sete mil alunos no Vale do Itapocu.
Os alunos passearam pelo santuário - uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN) de 50 mil metros quadrados de mata atlântica, com animais e plantas de diferentes espécies. As turmas foram orientadas pela diretora executiva do instituto,
Saber que os pássaros também são plantadores de árvores e que o ninho do cupim é essencial para a sobrevivência de algumas aves não passava pela cabeça de Dyanne Golinski, dez anos, aluna da 4ª série do ensino fundamental. Ela também se encantou ao encontrar sementinhas de árvores "esquecidas" por um esquilo. Ele é considerado replantador, porque quando está bem alimentado ele esconde algumas sementes, mas esquece onde guardou. Assim, elas apodrecem no chão e dão origem a novas árvores.
As pegadas de mamíferos como a anta e a onça também atraíram a atenção dos estudantes. Em algumas marcas deixadas pelos animais na mata, a monitora coloca gesso e água para fazer moldes e mostrar como é formato de cada uma delas. Há poucos dias, uma onça deixou marcas atrás da casa de Elza (a diretora mora no santuário), comeu oito gansos e desapareceu.
"Não tenho medo desses animais. Eles fogem ao ver um ser humano. Gostaria que morassem perto da minha casa", comentou Elza. A ambientalista lamenta que muitos homens matem animais silvestres quando estes chegam perto das casas. "Quem faz isso é egoísta. Fomos nós que tiramos a casa onde eles viviam", ensina.
CLARISSA BORBA | GUARAMIRIM


![]() | |||
|
|
|||
![]() | |||
![]() | |||
|
|||